2012 passou e se para nós jovens/adultos muitas vezes parece mais um ano, na vida de um bebê um ano é uma enormidade de tempo. Com a nossa Rosa não foi diferente. O bebê que começou 2012 no colo, engatinhando e balbuciando poucas e desconexas palavras já anda, dança, fala, escolhe o que quer comer, faz birra, acaricia e continua no encantando.
Mostrando postagens com marcador Uma Rosa militante. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Retrospectiva 2012
2012 passou e se para nós jovens/adultos muitas vezes parece mais um ano, na vida de um bebê um ano é uma enormidade de tempo. Com a nossa Rosa não foi diferente. O bebê que começou 2012 no colo, engatinhando e balbuciando poucas e desconexas palavras já anda, dança, fala, escolhe o que quer comer, faz birra, acaricia e continua no encantando.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Doulas aumentam a infecção hospitalar? Conte-me mais sobre o lucro das cesarianas
Salve galera! Estamos com o blog parado por que a vida tá bem corrida! Mas temos engatilhados alguns posts que devem sair logo (assim espero).
Agora o papo é rápido e reto, pois duas maternidades paulistas estão proibindo o acesso a Doulas no parto para diminuir a infecção hospitalar.
Agora o papo é rápido e reto, pois duas maternidades paulistas estão proibindo o acesso a Doulas no parto para diminuir a infecção hospitalar.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Palmadas, pais/mães e filhos(as): O seu perdão não justifica a violência
O dia 19 de novembro é o “Dia mundial pela prevenção da violência doméstica contra a criança” e para não deixar passar em branco essa data os blogs a Cientista que Virou Mãe e Mamíferas convocaram uma blogagem na qual estamos participando[0].
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Consequências da criação com apego
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Postagem Coletiva: VIOLÊNCIA NO PARTO - A VOZ DAS BRASILEIRAS
Mamães e papais estamos participando de uma blogagem coletiva sobre violência obstétrica junto com outros blogs, assim como participamos de uma pesquisa com o mesmo tema.
Para quem ainda não sabe do que se trata, a violência obstétrica é todo a violência física e psicológica que a gestante sofre durante a gravidez e, principalmente, durante o parto. Ela se manifesta desde intervenções "médicas" obsoletas e desnecessária como a episiotomia até a clássica piadinha infame "na hora de fazer não tava chorando...".
Para quem ainda não sabe do que se trata, a violência obstétrica é todo a violência física e psicológica que a gestante sofre durante a gravidez e, principalmente, durante o parto. Ela se manifesta desde intervenções "médicas" obsoletas e desnecessária como a episiotomia até a clássica piadinha infame "na hora de fazer não tava chorando...".
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
[Reblog]O que toda mãe/pai deveria saber antes de oferecer chupeta ao seu filho
Reblogo (a internet e seus neologismos) um texto muito bom sobre o uso da chupeta e bicos artificiais em geral (sobretudo mamadeira).
O texto vem do blog "Nossa Família Colorida" o qual recomendo integralmente.
Boa leitura!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Em defesa da cesariana - Sobre a marcha pela humanização do parto
Quem nos conhece e/ou lê este blog pode ter se assustado com este título, mas é isso mesmo estamos aqui para defender a cesariana. Defendemos a cesariana quando ela for realmente necessária, quando for utilizada para salvar a vida da mulher e/ou do bebê. Neste caso a cesariana é uma benção que a medicina desenvolveu.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Alimentação: Antes e depois – coisas que projetamos para a criação de Rosa
Estes textos são um checklist sobre a experiência que tivemos ao tentar (e até agora conseguir) dar uma criação saudável a Rosa. Nem tudo que projetamos foi cumprido, mas nada que comprometesse em termos globais. Não vamos fazer um único texto para não ficar cansativo, por isso será uma “série” que começa com alimentação.
Espero que eles ajudem a pessoas que também querem dar uma criação saudável aos seus filhos e que nos tragam novas ideias e experiências.
Espero que eles ajudem a pessoas que também querem dar uma criação saudável aos seus filhos e que nos tragam novas ideias e experiências.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Teste da Violência Obstétrica - Dia Internacional da Mulher - Blogagem Coletiva
Atualmente o modelo padrão de atendimento e cuidados no parto expõem as mulheres a quatro tipos principais de violência, durante sua internação: negligência; violência verbal (incluindo tratamento rude,
ameaças, repreensão, gritos e humilhação intencional); violência física (incluindo negação de alívio da dor quando tecnicamente indicado); e violência sexual. (Ana Flávia Pires Lucas d’Oliveira, Simone Grilo Diniz, Lilia Blima Schraiber. Violence against women in health-care institutions: an emerging problem. Lancet 2002; 359:1681–85).
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O site Mamíferas está no ar!!
Leio diariamente as postagens contidas no Blog Mamíferas e recomendo para quem se interessa pelo mundo da maternidade. O blog contribui muito para tirar dúvidas e guiar meu caminho desde que soube que estava esperando a minha florzinha com muito amor e carinho.
Contém muitas informações que nos ajuda trilhar esse maravilhoso caminho do mundo materno.
Leiam mais nesse post, além de acessar o site http://www.mamiferas.com/
sábado, 28 de maio de 2011
Viva a tecnologia desnecessária
Por Kalu
A gente engravida. Para quê parir e estragar o corpo? O produto conceptual está pronto em 36 semanas. Unha feita, escova no cabelo, equipe de filmagem. Em 20 minutos nasce um bebê. Uma mãe? Talvez não ainda. Não houve dor, nem contração. O beijinho na mamãe. Nossa é tão bonitinho mas já se foi.
No quarto uma televisão para ver o bebê enquanto a mãe descansa. A anestesia faz efeito, às vezes coça, às vezes dá dor de cabeça. Mas passa. Hoje a pele é colada e não costurada. Chega o bebezinho, dormindo. Lá no berçário deram NAN para a mãe descansar mais um pouquinho.
O bebê não pega o peito. Ele chora, vira de lado. A enfermeira informa sobre a importância da amamentação. Mas ela, mulher moderna, acredita no poder da tecnologia. “Esse papo de aleitamento é coisa para gente pobre que não tem dinheiro para comprar NAN”. Ela compra o leite mais caro do mercado, a mamadeira que imita o peito. Agora ouviu falar do leite encapsulado. Que maravilha! É o fim da escravidão da amamentação.
Tão logo ela pode sair, ir as festas, voltar a academia. Ter vida ativa. Não é do tipo apegada a cria. Os filhos são do mundo, como ela mesma foi.
Começa a introdução de comidinhas com 4 meses. Nada melhor que a papinha. Afinal a multinacional esteve presente no início da vida porque não dar prosseguimento ao enqriquecimento dos bolsos alheios?
Chega a hora de comer comida sólida. Nossa, meu filho não gosta de legumes e frutas. Tudo bem, o achocolatado tem todas as vitaminas que ele precisa e ainda é gostoso. Para que insistir se ele não gosta? Está tudo empozado.
Essa vida moderna é engraçada. Como é que tem gente que paga caro para ter filho em casa? Que amamenta um filho com mais de 2 anos? Como é que tem gente que não acredita na tecnologia a serviço do homem?
A humanidade chegou até aqui e se desenvolveu graças à força da natureza, aos partos naturais, ao leite do peito, a comida natural. Será que ninguém pensa que por trás deste pensamento tecnológico existem empresas lucrando com os medicamentos da cesárea, da UTI neonatal, com o leite artificial e os complementos desnecessários? Até quando vamos engolir ser bonecos cujos títeres são as grandes corporações? Acorde! A humanidade e a natureza precisam de consciência.
Fonte: Blog Mamíferas
terça-feira, 12 de abril de 2011
Decisão da USP Leste foi vitória do movimento estudantil
Diante do risco do fechamento de vagas, alunos se organizaram rápido, protestaram, procuraram autoridades e conseguiram mantê-las
É hora de comemorar. A organização dos alunos da Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Each/USP Leste) depois do vazamento do relatório que aconselhava que a unidade cortasse 330 vagas de seus 10 cursos fez com que a idéia fosse deixada de lado pelo menos no próximo vestibular.
A USP sempre teve muita dificuldade para entender o significado de publicidade, um dos princípios que devem reger a administração pública, conforme prevê a nossa Constituição. Para a USP, ou ao menos para a sua reitoria, publicidade é informar a sociedade depois que as ações já estão efetivadas. Filio-me à visão de publicidade de Chico de Oliveira. Para o sociólogo, “dar publicidade” é tornar cada ato do governo o mais público possível. Isto inclui maximizar a possibilidade de participação do público (da sociedade).
Para maximizar a possibilidade de participação da sociedade, por exemplo, nas decisões da USP, é necessário que a sociedade saiba o que acontece em todas as fases de seus processos de decisão. A participação da sociedade é quase nula na USP. E sua reitoria acredita, realmente, que seus assuntos são internos, que não devem ser expostos ao povo, e menos ainda discutidos por ele.
O relatório Melphi, que propunha os cortes de vagas, vazou e chegou à sociedade através da equipe do IG Educação. Desde o primeiro momento, os dirigentes da USP insistiram que se tratava de assunto interno, como se a imprensa tivesse cometendo um crime em colocá-lo na pauta pública. Não estranho, o clima de medo entre professores e funcionários da Each/USP, muitos desinformados sobre o assunto.
Conversamos com alguns sobre o assunto e percebemos que a administração do diretor da Each (USP Leste) tensionava o clima e inibia a participação. Chegou-se ao ridículo de propor processos administrativos para militantes estudantis por causa de festas com cerveja. Claramente, desloca as discussões centrais, acua a crítica, esconde o dissenso e joga para a platéia.
Mesmo assim, tamanho era o absurdo do relatório, que sua comunidade de alunos não tolerou. Desde a publicação da notícia, ela fez de tudo para impedir que seu conteúdo se tornasse realidade. Os alunos fizeram manifestações, procuraram deputados, escreveram artigos, promoveram debates, criaram páginas na internet, propuseram soluções e chegaram até o governador do Estado.
O sucesso nas lutas estudantis não são frequentes. Em geral, são conquistadas em um espaço de tempo longo, sobretudo para uma geração que está em contato com a velocidade da Internet e das redes sociais. Por causa disto, muitos fogem da militância, não vendo nela nenhuma utilidade prática. Neste caso, tudo foi diferente. A rapidez dos alunos fez com que a questão fosse resolvida enquanto ainda era assunto da imprensa. E as ações, rápidas e em rede, fizeram com que o assunto se mantivesse na imprensa mais do que o tempo "útil" de uma notícia.
A melhor classificação para o movimento talvez seja a de um dirigente da USP que esteve na Assembléia Legislativa para tentar explicar o inexplicável. Foi um "Tsunami", de força avassaladora, que mesmo João Grandino Rodas, o reitor mais polêmico e com o projeto mais excludente que esta universidade teve nos últimos tempos, não teve coragem de enfrentá-lo.
Fica, a cada aluno que se mobilizou para impedir o corte de vagas e o fechamento de turmas, o reconhecimento e o sentimento de gratidão de parte da sociedade paulista. Aos que choraram assim que receberam a notícia de que seu curso seria fechado, e ligaram para pais, amigos e familiares, aos que procuraram as autoridades políticas, aos que forçaram o diálogo com a unidade e com universidade, aos que protestaram, aos que criaram e difundiram páginas e listas de assinaturas na Internet e aos que fincaram os pés na Comissão de Graduação, esta, cheia de insinuações de que a decisão deveria ser técnica e de que os alunos não deveriam "meter o bedelho".
A ação destes alunos da USP garantiu que alguns milhares de estudantes possam cursar a USP Leste nos próximos anos. Se ela impedir que o Rodas continue com sua política de acabar com os cursos de menor demanda, garantiu o futuro de dezenas de milhares. E se - tomara que sim - sensibilizou o governador para a necessidade de implantar uma política que amplie vagas nas três universidades estaduais, no mínimo na mesma proporção que cresce seus orçamentos, terá beneficiado centenas de milhares só nos próximos quinze anos. Vitoria! Vitoria!! Vitoria!!!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Não à banalização da cesárea
O que se pretende é respeitar o ritmo natural e o nascimento
Elas estão operando uma verdadeira revolução silenciosa e resgatando sensações, sentimentos e nuances quase esquecidos em um mundo em que a tecnologia e as relações impessoais estão prevalecendo.
No Brasil, são mais de 200 mulheres voluntárias espalhadas em 21 Estados mais o Distrito Federal, trabalhando diariamente pela internet desde 2006. Uma malha virtual (website, blog e lista de discussão) que vai atraindo adeptas pela melhoria das condições de atendimento ao parto no país.
Estamos falando da rede Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa. Na verdade, uma lista de discussão em que as participantes se comunicam, articulam demandas e se dividem em múltiplas ações planejadas que buscam dar visibilidade a um trabalho de delicadeza com a maternidade.
Segundo Pollyana do Amaral Ferreira, membro da rede, o propósito é o resgate do parto humanizado, ativo, do protagonismo da mulher nesse processo e lutar contra a banalização da cesárea.
"Entendemos o parto como evento sexual, feminino, cultural e fisiológico, e a mulher, como sujeito ativo e central desse processo. A mulher deve ser informada antes e durante o nascimento do filho dos prós e contras de cada escolha e decidir, juntamente com a equipe de assistência, por uma experiência feliz, saudável e segura para ela e seu bebê que chega ao mundo trazendo emoções repletas de significado".
Para a jornalista Daniela Buono, a ciência está reconhecendo que, embora os avanços tecnológicos e a institucionalização do parto tenham proporcionado maior controle dos riscos materno-fetais, houve incorporação de muitas intervenções desnecessárias. "É preciso re-significar o nascimento e mudar a cultura do parto porque há muita violência imposta à gestante. É preciso respeitar o ritmo natural e o simbolismo transformador do nascimento".
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o alívio da dor do trabalho de parto deve ser feito por meios não invasivos e não farmacológicos, como massagens e técnicas de relaxamento.
Mas não é o que vem acontecendo. "Mesmo quando se faz um parto normal são utilizados procedimentos de rotina e interferências obstétricas desnecessárias. Elas inibem o desencadeamento natural dos mecanismos fisiológicos de parto e ele passa a ser sinônimo de patologia e de intervenção médica", comenta a jornalista.
Por isso, muitas mulheres acabam acreditando que a cesárea é a melhor forma de dar à luz. "Elas veem nela a possibilidade de um parto sem medo e sem dor, mas a cesárea é uma cirurgia de grande porte que deveria ser utilizada apenas em caso de emergência, para salvar a vida da mãe ou do bebê. A possibilidade de um parto normal deixou de ser prática, mesmo quando essa é a expectativa da mulher", pontua Daniela.
Renata Penna, atriz, escritora e tradutora, explica que a rede Parto do Princípio reúne mulheres que encaram a gestação, o parto e a amamentação como processos naturais, fisiológicos, instintivos, carregados de significado e beleza, e nos quais a mulher pode e deve assumir seu papel de protagonista.
A proposta da rede é oferecer apoio não apenas emocional, mas também prático para que as grávidas possam descobrir a infinidade de possibilidades que a maternidade ativa oferece àquelas que desejam tomar em suas mãos as rédeas de sua vida.
"É preciso, antes de tudo, que cada mulher encontre dentro de si a força e a possibilidade da mudança. E é este que pensamos ser nosso papel: estender a mão a cada mulher que deseje vivenciar sua gravidez ativa e conscientemente e parir de forma natural e transformadora", explica Renata.
Ela ressalta que os ideais e valores que movem a entidade não se baseiam apenas em verdades ou crenças pessoais, mas em evidências científicas, parâmetros médicos e diretrizes determinadas por organismos de credibilidade mundial como a OMS.
Além disso, a essência do trabalho da rede é afetiva. "Deixamos que falem mais alto nossos corações de mulher, gestante e mãe. A nossa bandeira é uma nova forma de gestar, parir e maternar. Partimos do princípio de que toda mulher pode e tem em si a força para fazer sua revolução particular por uma nova forma de nascer e por uma nova maternidade", defende Renata. (AED)
sábado, 2 de abril de 2011
Eu queria ser Obstetriz!!!
por Eleonora Moraes (Doula e mãe de 3 filhos em Ribeirão Preto-SP)
Minha maior verdade hoje é que eu queria ser obstetriz.
Eu queria ser obstetriz porque minha alma é de obstetriz.
Minhas mãos são de obstetriz, meu cérebro e coração são de uma obstetriz.
Eu queria ser obstetriz porque eu acredito na capacidade das mulheres de gestar, parir e amamentar com segurança os seus rebentos.
Eu acredito que obstetrícia veio do obstare, do estar ao lado, da arte do acompanhar, acreditar, cuidar e amparar para que a mulher possa florir seu filho com naturalidade e sabedoria.
Eu acredito na ciência, na medicina baseada em evidências, em métodos não farmacológicos e apoio humano para ajudar mulheres em seus partos.
Eu acredito que médicos e enfermeiras são plenamente habilitados para atender as gestações de risco e partos com complicações, porque sim, eles existem.
Eu queria ser obstetriz porque não existem profissionais do parto em minha cidade que sejam parceiros das escolhas das mulheres em seu direito de parir em paz.
Eu preciso ser um deles!
Eu queria ser obstetriz. E não médica obstetra.
Não queria ser capacitada para atender gestações de risco, pré-eclampsias, cesáreas, partos de risco, prematuridade.
Não queria ter minha alma invadida por possíveis complicações e prováveis adoecimentos para aplicar o que sei e conheci na faculdade, para reeducar minhas mãos com força a não intervir sem necessidade.
Eu queria ser obstetriz. E não enfermeira obstérica.
Porque afinal eu tenho que saber toda enfermagem, oncologia, nefrologias, patologias?
Porque tenho que saber intervenções milhares para simplesmente me ser legalmente permitido atender gestantes saudáveis, partos normais de baixo risco e oferecer acompanhamento no puerpério de mulheres e bebês saudáveis?
Eu queria ser obstetriz.
Mas no meu país o nascimento humano é tratado como doença e a medicina acredita que parto é um ato médico e a imensa maioria de enfermeiras obstétricas reza esta mesma bíblia.
No meu país o normal é ter cesáreas e, aliás, somos campeões mundiais nesta modalidade.
Eu queria ser obstetriz.
Mas não o posso ser, porque na minha cidade e em toda região não tem um curso de obstetrícia.
Eu queria ser obstetriz.
Mas talvez nunca o possa ser porque no meu país querem fechar o único curso que existe.
Eu queria ser obstetriz.
E queria que no meu país tivessem muitas obstetrizes, assim como elas existem e fazem imensa diferença na saúde da mulher em inúmeros países deste mundo.
Eu digo NÃO em letras garrafais AO FECHAMENTO DO NOSSO ÚNICO CURSO DE OBSTETRÍCIA da USP – Leste.
Diga NÃO também!
Levam só dois minutos para assinar a petição abaixo.
Faça sua parte.
![]() |
| Manifestação contra o fechamento do Curso de Obstetrícia da USP São Paulo, 26 de março 2011 |
Para assinar a petição: clique em
http://www.abaixoassinado.org/
Basta nome e RG, mas você também pode deixar uma mensagem de apoio. Não precisa preencher os outros dados.
Assinaturas já recolhidas (8739 na última visita):
http://www.abaixoassinado.org/
Vídeo da Manifestação de apoio ao curso de obstetrícia da USP:
http://www.youtube.com/watch?
Reportagem no blog da fotógrafa Bia Fioretti:
http://maesdapatria.wordpress.
-obstetriz-uma-essencia-da-
Grupo de Apoio no Facebook:
http://www.facebook.com/home.
Blog Obstetrizes Já:
http://obstetrizesja.blogspot.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Carta de apoio ao curso de Obstetrícia da EACH-USP
Nós, mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), mães, profissionais das mais variadas áreas e entidades afins declaramos nosso apoio ao Curso de Obstetrícia da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – EACH-USP, que terá seu número de vagas reduzido e corre o risco, inclusive, de ser fechado, visto que o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) não reconhece a categoria e a USP por pressão e intimidação se posicionou em seu Relatório Estudos das Potencialidades, Revisão e Remanejamento de Vagas nos Cursos de Graduação da Escola de Artes e Ciências e Humanidades da USP considerando reduzir mais de 300 vagas, de diversos cursos.
Com indignação clamamos e lutamos contra esta ação, visto que o curso é o único no País a formar obstetrizes centradas nos cuidados integrais relacionados à saúde da mulher, especialmente em um momento único como o parto e nascimento de um filho, que é visto pelos atuantes deste ofício como algo fisiológico, próprio do corpo feminino, tendo a mulher como protagonista.Uma formação desta magnitude é uma inovação, dado que o Brasil apresenta elevadas taxas de cesarianas eletivas, alcançado patamares como o 2º. País com os mais altos índices, seja no sistema público de saúde (cerca de 45%), ou no privado (cerca de 90%), mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar um percentual de 15%, assim uma profissão centrada nas especificidades que uma gestante necessita é um ganho para a sociedade e para as futuras gerações, além do mais que já é uma vitória ter o Curso de Obstetrícia reaberto após 30 anos de sua exclusão, ocasionando cenários de violência institucional no atendimento ao parto e nascimento em várias regiões brasileiras, tratando os corpos femininos como templos do saber médico.Pela continuidade do Curso de Obstetrícia da EACH-USP, pelo reconhecimento de nossas obstetrizes e pela arte de partejar!Abaixo-assinamos,Nome das entidades/grupos/coletivos/sites/blogs:
- Blog Buena Leche – Cláudia Rodrigues- Blog Parto no Brasil – Ana Carolina A. Franzon & Bianca Lanu- Blog Mamãe Antenada - Pérola B.- Blog Mães Empreendedoras - Vanessa Rosa- Blog MaternAtiva - Denise Cardoso- ciadasmães- Gesta Paraná - Patrícia Merlin- Grupo Curumim - Paula Vianna- Hugo Sabatino- Kika de Pano - Bruna Leite- Mamíferas - Kalu Brum- What Mommy Needs – Carolina Pombo
-Parir é natural - Carla Andreucci Polido
- Blog Cheirinho de Rosa - Joana Carvalho de Jesus e Mike Gabriel Almeida Lopes
Participem dessa blogagem coletiva e divulguem essa carta em seus sites/blogs!!!
sexta-feira, 25 de março de 2011
Carta dos Estudantes de Obstetrícia da USP
A saúde da mulher encontra no Brasil números alarmantes. A OMS recomenda que o número de cirurgias cesáreas não ultrapasse 15%, porém, na rede pública brasileira este número alcança a marca de 48% e na rede particular de 70% a 90%. Apesar do incentivo do Ministério da Saúde do Brasil pelo parto normal e pela humanização dos mesmos, as taxas permanecem altas. Sendo assim, em resposta a este quadro, o curso de Obstetrícia foi reaberto na Universidade de São Paulo em 2005, 34 anos depois de sua extinção na mesma universidade.
Ressurgiu determinado a formar profissionais da saúde, capacitados para prestar uma assistência humanizada à população brasileira no que se refere assistência pré-natal, parto e pós parto, compreendendo a saúde da mulher, família e comunidade.
Acreditamos que uma atenção humanizada não é uma especificidade da obstetrícia, certamente profissionais médicos e enfermeiros podem e devem humanizar seu olhar e suas práticas. Contudo, a formação específica de Obstetrícia capacita os profissionais para praticar uma atenção individualizada à mulher e à família, compreendendo-a em seus processos de gestação, parto e amamentação como fisiológico, mas também e igualmente importantes, como processos emocionais, sociais, culturais, espirituais e como sementes para um mundo melhor.
No entanto, apesar de se propor a colaborar com a melhora da atenção a saúde da mulher, desde a sua reabertura, o curso enfrenta muitas dificuldades, dentre elas o impasse em relação a regularização da profissão de obstetriz. No diálogo com as instituições que poderiam regulamentar os profissionais formados nesse curso, viu-se a necessidade de ampliar a formação dos mesmos, o que gerou uma reformulação em sua grade curricular, que a partir de 2011 passa a ser realizado em 4 anos e meio em período integral. Assim, o curso foi tratando de dar respostas, aprender e recordar sempre qual a sua função e a importância que representa na possibilidade de contribuir na melhoria da atenção a saúde no Brasil.
A esses impasses soma-se o fato do curso de Obstetrícia estar situado em um campus recente da USP. Sendo um campus novo, os cursos situados nele têm pouca divulgação e consequentemente menor procura do que cursos tradicionais. Devido a isso, hoje a Obstetrícia enfrenta um problema ainda mais grave do que a regularização de seus profissionais: corre o risco de ter seu vestibular suspenso, o que abre a possibilidade do fechamento do mesmo. Além disso, há também a possibilidade de redução das vagas para acesso ao curso (hoje 60 vagas são disponibilizadas por ano). Entendemos, no entanto, que a realidade da assistência obstétrica no Brasil justifica a manutenção das 60 vagas atuais, permitindo a formação de um maior número de profissionais capacitados na assistência humanizada à saúde da mulher.
Como consequência indireta e não menos importante, a suspensão do vestibular e possível fechamento do curso diminui as chances das pessoas que vivem na Zona Leste de São Paulo, região caracterizada por população de menor poder aquisitivo e, dado o quadro das universidades do Brasil, com menor chances de cursar uma faculdade pública, em geral com maior prestígio no país.
Enfim, estamos falando da possível extinção da profissão Obstetriz e de sua capacidade de mudar a realidade obstétrica brasileira. Hoje os alunos formados podem trabalhar mediante uma ação judicial, porém enfrentam uma oposição das instiuições reguladoras que dificulta o ingresso destes profissionais no mercado de trabalho.
Pedimos, então, o seu apoio para evitar que a Obstetrícia tenha seu vestibular suspenso e sua formação ameaçada. Para isso você deve assinar o texto abaixo, podendo acrescentar comentários pessoais, e depois enviar para o email ajudeaobstetricia@gmail. com
Diante da realidade obstétrica brasileira, com altas taxas de cesárea e morbimortalidade materna, ao contrário das recomendações da OMS, apoio a graduação de Obstetrícia da Universidade de São Paulo, sendo contrário à suspensão de seu vestibular. Da mesma maneira apoio a profissão Obstetriz e sua inserção no mercado de trabalho, uma vez que acredito que este profissional pode alavancar uma assistência humanizada na saúde da mulher, melhorando e ressignificando os processos de gestação, parto e pós-parto.
Somos contra o fechamento do Curso de Obstetrícia da USP.
E assinamos embaixo: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8452
domingo, 20 de março de 2011
Meninas usam rosa
Esse post é do blog Viva Mulher, escrito pela Jornalista Maíra Kubík Mano.
Recomendo a leitura do seu blog, pois sempre traz temas relevantes num viés de combate ao machismo e à opressão de gênero.
Aproveitem esse texto sobre os simbolismos sociais na construção de identidades e estereótipos que acabam por reproduzir de forma muito nociva a desigualdade de gênero:
11.02.11
Havana – Quando nasce um bebê, os presentes dados costumam ter uma cor. Se for menina, rosa. Se for menino, azul. Parece simples, lógico. Algo que já faz parte da nossa cultura.
Aliás, não são só as lembranças ofertadas por amigos e familiares que se distribuem por cor: pais e mães também reforçam isso ao decorar o quarto e os móveis das crianças com adornos comumente identificados com um ou outro sexo.
E o que está por trás disso?
Todo um patriarcado nada fácil de identificar à primeira vista. Façamos um exercício: o que dizem a um pai quando nasce um menino? "Parabéns! Vai ser um grande homem!"; "Vai aprontar todas!"; "Um macho!"; "Vai ser pegador!". Etc. Etc. Etc. E quando é menina? "Ih, vai pagar todos os seus pecados"; "Que linda, que princesa!"; "Já tem quem vai te cuidar na velhice".
Meninos são ativos. Meninas são suaves. Rosa é suave. Logo, meninas usam rosa. Meninos, decididos, vestem azul, claro!
E é assim que, desde o início, seja pelo que falamos, seja pela escolha das cores, já começamos a estabelecer as diferenças entre os sexos – e com elas a opressão a que estamos submetidas.
Bem, mas como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras – eu, claro, como jornalista, discordo totalmente disso –, cá está um trecho da incrível campanha que o governo do Equador tem promovido contra o machismo. Segue o link, porque aqui não consigo carregar os vídeos no blog: http://www.youtube.com/watch?v=NTxUWQ2IE6s&feature=BF&list=PL0E6136DD9F2FEA69&index=6
Deu para entender a mensagem mesmo sem falar espanhol, né?
Estou em Havana, Cuba, participando de uma pós-graduação internacional em Jornalismo e Gênero, e descobri esses anúncios com minha companheira de quarto, uma equatoriana. Segundo ela, as propagandas já estão no ar há dois anos e continuam sendo exibidas com a mesma intensidade, em cadeia nacional e horário nobre.
Achei algo realmente extraordinário que haja uma política pública com tal proposta. Quem dera tivéssemos alguma coisa de impacto e criatividade semelhantes no Brasil!
São vários anúncios, mas destaco outra hilária, que mostra crianças no futuro vendo um homem machista como "peça de museu", algo que ficou no passado. Das cavernas: http://www.youtube.com/watch?v=olb8gkuNgXw&feature=BF&list=PL0E6136DD9F2FEA69&index=9
Nada como o bom humor para combater o machismo.
Escrito por Maíra Kubík Mano às 21h10
sábado, 19 de março de 2011
"Coleiras" para crianças: reflexos de uma sociedade individualista
Olá pessoal, leio muitos blogs que falam de maternidade e coisas que envolvem esse mundo cheio de novidades. Minha preferência é por aqueles que trazem uma linha de contestação e questionamento de valores, colocando sempre o posicionamento sobre determinados temas com base na humanização (vejam minha lista de blogs). Humanização da vida em seu sentido amplo, aquela que respeita os direitos humanos, o direito a viver com dignidade (negado à maioria das pessoas cotidianamente), uma humanização que não está à venda e que só se consegue com muita luta.
Um dos blogs que representa bastante esse perfil é o Mamíferas.
Em uma das minhas leituras quase diárias ao referido blog vi esse post que muito me chamou a atenção e que mais uma vez aponta para uma crítica bastante pertinente: em nome da praticidade abrimos mão do cuidado e da atenção tão importante para a formação de crianças saudáveis e humanas.
O que vemos a cada dia é o reflexo mais evidente de uma sociedade individualista e excludente e esse é apenas mais um exemplo, mas que elucida muitas mazelas dessa sociedade capitalista, baseada no lucro e na transformação do ser humano em objeto.
A crítica é feita sobre o uso de "coleiras" em crianças para "domá-las".
Mas numa sociedade onde objetos valem mais que pessoas, dinheiro e lucro são as palavras de ordem, naturalizar esse tipo de tratamento dado aos filhos não surpreende.
Quero registrar minha tristeza e dizer que não acredito que pais e mães devam se anular por causa dos filhos, nem deixar de fazerem o que gostam etc. Mas quando nos propomos a trazer uma vida ao mundo devemos saber que essa atitude requer ausência de egoísmo e dedicação. Isso se refere a abrir mão de uma coisa pela outra, são escolhas!!!
Infelizmente nem sempre as pessoas podem fazem essas escolhas de forma livre e espontânea, mas o precedente nunca será os maus tratos e a humilhação.
Um problema nunca vai melhorar com mais problemas!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Empoderar-se
Empoderar-se é solitárioDolorido, muitas vezes
A gente descobre o tanto que deixou a jangada seguir
Atribuindo ao outro o fruto da vida.
Empoderar-se é escolher um novo caminho
com as 7 camadas rompidas ou o períneo mutilado.
Descobrir e honrar o movimento sagrado
num novo parto, no parto do outro.
Empoderar-se é destruir castelos de areia
Com ondas enormes de consciência
É tapar os ouvidos para a palpitaria
Fechar os olhos para aquilo que já se conhece
E ouvir o silêncio amorfo da esquecida voz da intuição.
Empoderar-se é assumir o poder interior
Abrir a vela do barco e reconhecer que o vento
Sempre sopra para direção certa.
É ser o diretor das escolhas
E protagonista do estrelato
Nunca coadjuvane da história.
Empoderar-se é saber onde se quer chegar
E descobrir meios como fazê-lo
Mesmo e principalmente quando a maré puxa para lado oposto.
Empoderar-se é saber que cada passo é uma grande viagem
Crer em si, em seu corpo perfeito, nos processos naturais
e fazer do nascer e maternar a grande revolução humana.
(Kalu Brum)
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